despida de roupa,
perdida pelos lençóis,
na noite.
não sei onde estás,
tão bem que te procuro,
volto atrás no tempo,
mas continua tudo tão escuro.
uma casa sem telhado,
quarto sem paredes,
perco-me no branco da tela,
vezes e vezes.
apagam-se as luzes,
e ficamos pelo escuro,
como se os cantos do quarto
fossem limites de algo maior.
escrevi-me enquanto te perdes,
li-te enquanto não te agarro,
se ao fundo do túnel existe luz,
juro que caio num desamparo.
todas as noites me deito,
numa almofada de esperança,
sonho ver-te,
sonho ter-te,
quão grandes podem ser os sonhos de uma criança?
se me visse no horizonte,
deitava-me na vertical,
tentaria contrariar o sentido,
cortando o cordão umbilical.
para que serve ter um teto,
se o bicho perece na mente?
o azedo da noite é louco,
memórias que já sabem a tão pouco,
calafrios que um corpo dormente,
sente.
perdida pelos lençóis,
na noite.
não sei onde estás,
tão bem que te procuro,
volto atrás no tempo,
mas continua tudo tão escuro.
uma casa sem telhado,
quarto sem paredes,
perco-me no branco da tela,
vezes e vezes.
apagam-se as luzes,
e ficamos pelo escuro,
como se os cantos do quarto
fossem limites de algo maior.
escrevi-me enquanto te perdes,
li-te enquanto não te agarro,
se ao fundo do túnel existe luz,
juro que caio num desamparo.
todas as noites me deito,
numa almofada de esperança,
sonho ver-te,
sonho ter-te,
quão grandes podem ser os sonhos de uma criança?
se me visse no horizonte,
deitava-me na vertical,
tentaria contrariar o sentido,
cortando o cordão umbilical.
para que serve ter um teto,
se o bicho perece na mente?
o azedo da noite é louco,
memórias que já sabem a tão pouco,
calafrios que um corpo dormente,
sente.
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