na cozinha por lavar,
balcão sujo significa vida,
deixa-o assim estar.
quando o limpo,
limpo-te a ti,
limpo o sentimento,
durmo sem te lembrar,
ficam memórias ao relento,
que depressa desaparecem,
basta saber soprar.
água que assim seca,
absorvida num guardanapo,
são poucos, lembra-te o que digo,
aqueles que reciclam velhos trapos.
pratos arrumados,
talheres na gaveta,
que te esqueças,
que te esqueça,
que te tranque pelo fundo,
que te parta com a marreta,
és pedaços de alcatrão
de uma longa estrada preta.
folhas de louro secas,
aos montes nos ramos do terreno,
flores sem flor que brotam,
passos de corrida em verão pleno.
de muleta,
pé ante pé,
chego-te,
sussurro-te ao ouvido,
tanto tanto tanto,
que eu te tenho pedido,
tanto tanto tanto,
que tem sido medido,
o amor.
balcão sujo significa vida,
deixa-o assim estar.
quando o limpo,
limpo-te a ti,
limpo o sentimento,
durmo sem te lembrar,
ficam memórias ao relento,
que depressa desaparecem,
basta saber soprar.
água que assim seca,
absorvida num guardanapo,
são poucos, lembra-te o que digo,
aqueles que reciclam velhos trapos.
pratos arrumados,
talheres na gaveta,
que te esqueças,
que te esqueça,
que te tranque pelo fundo,
que te parta com a marreta,
és pedaços de alcatrão
de uma longa estrada preta.
folhas de louro secas,
aos montes nos ramos do terreno,
flores sem flor que brotam,
passos de corrida em verão pleno.
de muleta,
pé ante pé,
chego-te,
sussurro-te ao ouvido,
tanto tanto tanto,
que eu te tenho pedido,
tanto tanto tanto,
que tem sido medido,
o amor.
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